terça-feira, 6 de abril de 2010

Conto sem fim


Foi mais um dia a mais. Mais um sabado que se passou, sozinho, o pobre coitado.
Sentada vendo o mundo desabar em minha frente em milhares de gotas, ja nao sabia mais o que me molhava, se eram lagrimas do ceu ou dos meus olhos estrelados, cheios de sonhos perdidos.
O preto da maquiagem borrada, escoria, pingava, confundindo-se com o negrume da tinta molhada do papel. Tudo estava virando um borão, a folha, o céu, minha vida, [um borao preto e aguado]. Para onde eu olhava so se via agua e solidao.
Mais um dia escoando , sendo levado pela correnteza do papel e desaguando em meus olhos [um lugar desconhecido] onde as palavras se perdem e as lembranças vagam, sem esperança.
Quando achamos que tudo esta perdido, aquele esquecido e frio sol aparece, mas só para dizer bom dia e logo já esta de partida.
Do breve sorrisso jorran-se mais lagrimas.
Uma grande competiçao para ver quem é o mais triste, uma competiçao que estende-se ate o dia tornar-se escuro e o escuro mais um dia preto.
Cai em sono, a pequena criança, e com isso as estrelas vibram com a sua vitoria.
Mais um dia perdido, mais um dia a mais.

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